domingo, 3 de janeiro de 2010

Outono

Toda vez que olho em volta
Do Paraíso perco o rumo
Como dentro de um coma profundo
Eu perco o rumo.
E o sol desaparece, se esvai
Mas entre as nuvens ainda cai
As lágrimas que de tristeza
Se atiram com a tempestade.
Mas por tras da tempestada
Ainda estão teus olhos.
E que tudo acabe, que tudo falte
Eu ainda navego no meu barco
Procurando um rumo.
Nada tenho nos braços
E no coração repousa o cansaço
Do Sangue que minhas veias jogaram ao acaso.

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